FONTE:http://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/arqueologos-acreditam-ter-achado-o-local-da-batalha-que-decidiu-o-destino-da-europa-por-dois-milenios.phtml#.Wfc3eI-PLIV

Escavações feitas nas proximidades do vilarejo Kalkriese, na Alemanha, revelaram artefatos romanos e uma estrutura de areia, terra, madeira que lembra o layout clássico de um forte romano.

“Parece ser uma construção improvisada que foi erguida com pressa por uma força relativamente pequena e sob pressão”, disse o líder da escavação, Salvatore Ortísi, da Universidade de Munique, para o The Times. “Os traços de luta dentro da construção sugerem que o forte foi invadido.”

Ortísi acredita que topou om os restos de um forte improvisado, construído por legiões do Império Romano durante a Batalha da Floresta de Teutoburg (ou Teutoburgo).

Batalha decisiva

Foi basicamente como tivessem sido encontradas as ruínas da Batalha de Waterloo ou do bombardeio atômico de Hiroshima. O que aconteceu naquele campo, e só agora está aberto a ser entendido por arqueólogos, foi um dos eventos militares mais importantes de todos os tempos.

A Batalha de Teutoburg, no ano 9, também conhecida como Desastre de Varo, foi o conflito entre tribos germânicas chefiadas por Armínio (em alemão, Hermann) contra três legiões romanas, lideradas por Públio Quintílio Varo. Armínio era um chefe germânico, tido por aliado pelos romanos – inclusive tinha cidadania.

Após convencer os romanos de que havia uma revolta a ser dizimada, conduziu três legiões, com até 36 mil soldados, para uma emboscada. Os bárbaros saltaram da floresta e dizimaram 20 mil deles, fazendo outros de escravos. A catástrofe para o Exército de Roma estabeleceu o rio Reno como fronteira do Império e conteve o avanço romano sobre o território alemão.

É difícil estimar os efeitos dessa decisão. Graças a ela a cultura germânica não seria dissolvida numa identidade romana, como aconteceu com os celtas da Península Ibérica e França. Seria por essas fronteiras que viriam aqueles que terminariam por derrubar o Império Romano no ocidente. E a economia escravocrata romana dependia de constante expansão – a falta delas contribuiu para a longa queda.

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