Não é novidade que a linda época do Halloween tornou-se um festival de fantasias, horrores e doces por todos aqueles que absorveram essa cultura mundialmente conhecida. Porém, qual é o sentido de pegar doces? Além de explodir de felicidade claro. Ou…qual é o sentido de se fantasiar? E por que o foco no terror? Pois é caros habitantes de Gaia eis como tudo começou.

Retomando aos antigos Celtas, cuja primeira referência do ano IV a.c, podemos entender a origem de muitas datas festivas comemoradas atualmente. É o caso do Halloween.

Os celtas possuíam uma visão diferenciada sobre as estações do ano e suas respectivas influências na vida da Terra (ou Gaia). O inverno era considerado o lado “sombrio” do ano. Quando a luz descansa, os deuses descansam. É o momento do Samhaim.

O Samhaim marca o início do inverno (significando literalmente “o fim do verão”).
É comemorado a partir de um festival de vários dias (podendo durar até 5 ou 7 de novembro por exemplo). Quando o mundo material e o Outro Mundo se conectam a ponto de permitirem a passagem das almas para que visitem e se aqueçam com os familiares. Algumas tribos celtas colocavam lugares vazios a mesa para que seus entes queridos, que faleceram, possam se sentar ali e ter mais uma vez o momento em família.

Quando o véu sobre os mundos é levantado tal passagem pode ser feita de ambos os lados. Com este entendimento os druidas celtas aproveitavam a época do Samhaim para rituais, meditações, etc. É a época que todos os dons mágicos estão amplificados. Tanto para aqueles que já descobriram sua espiritualidade quanto para aqueles que buscam. Os druidas realizavam cerimônias utilizando poderes mediúnicos para que os habitantes pudessem conversar com os parentes que já morreram.

Com a evangelização dos povos celtas, após as invasões romanas, muitos traços culturais foram adaptados pela Igreja (segundo alguns autores). Coincidentemente no dia 1 de novembro o Papa Gregório III decidiu que seria comemorado o dia de Todos os Santos e para que esta grande festa desse certo era preciso de uma celebração anterior que também é feita para preparar a festa. Tal preparação seria feita no dia 31 de outubro ou como ficou conhecido: All Hallow’s Eve (A véspera de todos os santos). O que mais tarde acabou tornando-se o Halloween.

Uma das teses sobre as fantasias envolvendo terror seria a ideia de que assim os mortos se enganariam e não perturbariam os vivos fantasiados. Para os celtas a morte não era um tabu. E nem sempre vista com essa ótica pesada e infeliz. Logo tal adaptação provavelmente foi implementada pela Igreja. Já que sua visão do Deus punitivo, impondo o inferno como penalidade, acabou por ajudar a propagar esta visão pesada sobre a morte e as figuras relacionadas. Porém, autores acreditam que os celtas também utilizavam esta ideia de enganar os mortos colocando máscaras nas crianças para que elas conseguissem aproveitar o festival sem medos.

A famosa prática dos “doces e travessuras” data da idade média quando crianças e adultos pobres cantavam de porta em porta, vestidos de anjos ou santos, em troca de comida ou até dinheiro. Tais pessoas foram chamados de “soulers” e a prática era conhecida como “souling”. As músicas envolviam rimas com “soul cake” (um prato típico que, para cada pedaço, simbolizava uma alma foi salva do purgatório). Com o passar do tempo, a prática foi propagada e assim foi se alterando de acordo com a cultura local. Foi no continente norte-americano que realmente estourou e ficou conhecida como “Trick or Treats”.

Soul Cake

Por fim não podemos esquecer “Cara…e essas abóboras?”. Tudo começou com a antiga prática de fazer esculturas em vegetais. Muitos povos colocavam esculturas nas janelas para assustar espíritos indesejados. Para a Igreja também possuía significado associado às almas no purgatório. No entanto, há uma antiga lenda irlandesa sobre o “Jack O’Lantern”:


“Jack o Miserável, que convidou o diabo para tomar uma bebida e não queria pagar a conta. Jack então pediu para o que diabo se transformasse em uma moeda. Tendo-se transformado, Jack pegou a moeda e colocou-a no bolso ao lado de uma cruz de prata, impedindo que o diabo pudesse  voltar a sua forma normal. O Miserável disse que o libertaria sob a condição de não incomodar Jack durante um ano e que, quando morresse, o diabo não guardaria sua alma.

   No ano seguinte, Jack enganou o diabo novamente quando pediu para que ele subisse em uma árvore para pegar algumas frutas. Com o diabo no topo, Jack entalhou no tronco uma cruz e disse que o deixaria descer se dessa vez ele prometesse não perturbá-lo por dez anos.

   Pouco tempo depois Jack morreu. Como era uma figura miserável, Deus não permitiu que ele adentrasse o reino sagrado. O diabo cumpriu sua promessa: não ficou com a alma de Jack. Ao invés disso, fez com que ele ficasse vagando eternamente pelo limbo com apenas uma queima de carvão para iluminar seu caminho. Jack colocou a queima dentro de um nabo esculpido para preservar a chama e tem perambulado pera Terra.”
(Fonte: portalcomunicare)


Muitas acendem a abóbora para iluminar o caminho de Jack.
Outros para alertar que ali ele não é bem-vindo.

Jack O’Lantern século XIX – Museum of Country Life

Esse foi um breve resumo sobre essa época linda e mágica conhecida por alguns como Halloween e para outros como Samhaim. Ficou alguma dúvida? Quer saber mais? Pode mandar para a gente!

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